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Natureza e beleza paisagística

Falar de Valença, da sua natureza e beleza paisagística, é falar obrigatoriamente do Rio Minho, elemento indissociável da sua história, das suas tradições e um dos responsáveis por muitos dos seus atractivos turísticos, seja pela rica gastronomia que aqui se pode saborear, ou pela beleza indiscutível das suas paisagens ribeirinhas!

A riqueza ambiental do rio Minho justificou a sua integração na Rede NATURA 2000, uma redeecológica para o espaço da União Europeia, que pretende contribuir para a protecção da biodiversidade através da preservação dos habitats naturais e da fauna e flora selvagens.

Classificado como Sítio de Importância Comunitária (S.I.C.), quer pela presença de um conjunto de habitats de elevado interesse ecológico, quer pela sua importância para a conservação de espécies piscícolas migradoras e de algumas espécies de mamíferos associados ao meio aquático e à vegetação ribeirinha, como a lontra ou a toupeira de água, o rio Minho é um dos poucos em Portugal onde, ainda, é possível encontrar salmão, e também lampreia ou sável, espécies muito apreciadas e cuja pesca se faz, ainda, de forma artesanal.

Pesqueiras do Rio Minho

As pesqueiras do Rio Minho--- constituem um dos legados históricos mais significativos de Valença, um valioso acervo de construções populares que testemunham o engenho e as artes da pesca fluvial artesanal que aqui se praticava e a que, ainda, hoje se pode assistir.

Constituindo uma área fortemente dependente dos seus recursos naturais e, consequentemente, sempre muito ligada à exploração agrícola, à pastorícia e à silvicultura, era também a partir do rio que se obtinha parte do sustento das gentes de Valença, induzindo não apenas o seu desenvolvimento económico mas, também, a partilha de saberes entre os mais hábeis ‘engenheiros’ dos rios.

Habilidosos sistemas de muros construídos a partir das margens, as pesqueiras assumiam-se como barreiras à passagem do peixe, que se via assim obrigado a fugir pelas pequenas aberturas através das quais, coagido pela força da corrente, acabava por ser apanhado em engenhosas armadilhas!

As primeiras referências escritas às pesqueiras do Rio Minho datam do século XI, e aparecem em documentos relativos às doações a mosteiros da Ribeira do Minho, sendo possível, através dos diferentes escritos, traçar o rumo da sua evolução, quer ao nível da propriedade e gestão, quer ao nível do processo de construção.

De acordo com um inquérito lançado pela Capitania do Porto de Caminha, em 1995 era possível identificar 565 corpos de pesqueiras, dos quais 42% se encontrava, ainda, em utilização. São Pedro da Torre e Cristelo-Covo são os locais recomendados se desejar observar de perto as pesqueiras e assistir à faina dos pescadores, que em barco ou à cana continuam a preservar esta arte da pesca artesanal.

Efectivamente, este é um dos muitos exemplos que podemos encontrar da vontade dos homens e da sua estreita ligação com o rio, de uma relação profícua que foi subsistindo ao longo dos tempos, e da qual resulta muito do que, hoje, enriquece o património cultural valenciano.

Áreas naturais classificadas

Para além do rio, embora a ele associadas, existem no concelho várias áreas naturais classificadas, que para além da sua riqueza paisagística e biológica lhe poderão proporcionar momentos de excelente relaxamento em contacto com a natureza, e onde pode encontrar um conjunto de equipamentos turísticos que tornarão mais agradável a sua visita.

A Área de lazer da Nossa Senhora da Cabeça, próxima do Porto de Recreio de Cristelo-Covo, é um dos locais onde poderá contemplar, para além de outros atractivos, os cerimoniais da pesca. Se for adepto de um contacto mais aguerrido com tão inspiradora paisagem, poderá até praticar alguns desportos náuticos e deliciar-se em seguida com um bom prato de lampreia ou sável. Mas se por aqui estiver por altura da Páscoa, não poderá deixar de assistir à Romaria da Senhora da Cabeça, e ao "Lanço da Cruz", uma das mais antigas tradições de Valença!

A Área de Lazer de Friestas, é outra das zonas mais aprazíveis, onde se pode deleitar com a contemplação da paisagem, podendo mesmo ir a banhos, sendo que não faltam em redor bons locais para um piquenique, principalmente se viajar com crianças, que se irão deliciar nestes espaços.

O biótipo da Veiga da Mira, uma das zonas húmidas e reservas de fauna e flora mais importantes do rio Minho, é outra das áreas que não poderá deixar de visitar, sendo que a forma mais interessante de o fazer será eventualmente percorrendo o Trilho Pedestre da Veiga da Mira, percurso com 4,6 quilómetros que privilegia o contacto com as margens do rio, permitindo ainda contemplar a Ponte Medieval de Veiga da Mira, importante ponto da Via Romana Per Loca Maritima que ligava Viana a Valença.


Outro trilho muito interessante é o Trilho da Ínsua do Crasto, percurso complementar à Ecopista do Rio Minho, corredor verde que liga Valença a Monção, numa linha paralela ao rio e que resultou do aproveitamento da antiga linha do caminho-de-ferro. Premiada a nível europeu, esta Ecopista tem actualmente uma extensão de 17 km, e conta com um Centro de Interpretação instalado na antiga Casa da Vigia da Linha, onde poderá ficar a saber um pouco mais sobre este percurso, para além dos dados apresentados nos diversos painéis informativos disponíveis ao longo do trajecto.

Para além dos Trilhos da Veiga da Mira e da Ínsua do Crasto, existem ainda outros trilhos convenientemente demarcados e sinalizados que lhe permitirão usufruir das belíssimas paisagens ao mesmo tempo que poderá aproveitar pequenas paragens para visitar alguns dos monumentos que se situam nas imediações. Sempre associando a riqueza natural e cultural de Valença, estes trilhos permitem contemplar de perto os principais pontos de interesse turístico localizados fora do centro urbano.

Sendo este, também, um território de montanha, com pequenas colinas que rompem a plenitude do rio, é possível visitar diversos miradouros (Castelo da Furna, Capela de Sant’ Ana/Miradouro do Castelo da Furna Rio Minho Monte do Faro) a partir dos quais se podem contemplar fantásticas vistas panorâmicas sobre toda a região do Vale do Minho.

O Miradouro da Capela de S. Lourenço poderá ser o ponto de partida para mais uma incursão na cultura histórica de Valença, através da qual poderá contemplar os vestígios de alguns Relógios de Sol, começando em Taião, e prosseguindo depois até à freguesia de Cerdal. Aqui poderá apreciar os Relógios de Sol de Bogim e Bacelar originários do século XIX. Nas proximidades de São Lourenço as memórias das antigas minas do volfrâmio do Mineral e de São Silvestre.

Fortaleza
de Valença

o mais emblemático dos seus ícones – impõe a sua presença no alto de uma colina, assinalando a grandeza de uma das mais antigas povoações portuguesas, cuja imponência será, talvez, a responsável pela primeira impressão que se tem ao chegar.